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riscos_e_rabiscos

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* Descobri! *

Anteontem acordei super cansada mas sem motivo aparente. Tinha-me deitado cedo, não tinha tido insónias, estava de "férias" e não tinha feito nada que me pudesse deixar muito cansada.

 

Não conseguia arranjar uma explicação e isto estava a deixar-me a pensar. Andei o dia inteiro a matutar no assunto mas não cheguei a conclusão nenhuma.

 

Ontem, ao deitar a cabeça na almofada, fez-se luz! Finalmente veio-me à mente o porquê de tanto cansaço! :D

 

Se bem se lembram, costumo ter sonhos do mais parvo possível e desta vez foi o que aconteceu... Sonhei que tinha ido à farmácia comprar medicamentos para os olhos e que por um motivo qualquer tinha saído às pressas de lá. Já tinha passado bastante tempo quando dei por falta da minha mala com os medicamentos, carteira e documentos. Lá fui eu à farmácia ver se lá estava mas... entretanto tinha-me esquecido a que farmácia tinha ido!!! Relax, ainda não cheguei a este ponto, só no sonho! :P

 

Corri não sei quantas farmácias e nada, até fui a umas retrosarias e nada... Se encontrei a mala? Pois não vos sei dizer, o despertador entretanto tocou! Opá! :P

sleep.jpg

 

 

Presa à Cadeira.

 

Hoje tem sido um dia muito engraçado. Tenho estado todo o dia no PC a trabalhar e, por solidariedade, o Bóbi tem estado sempre ao pé de mim.

 

Quer dizer, ao pé de mim, não... por baixo de mim. Também não é dessa maneira que estão a pensar senão esmagava o bichinho.

 

Não é que o sr. Bóbi, que deve achar que é muito pequenino porque nós dizemos que ele é um bebé, passou a tarde toda deitado debaixo da minha cadeira? E o mais giro é que, praticamente, só cabe debaixo da cadeira a cabeça, as patas da frente e um bocadinho do peito.

Não percebo qual é a graça de estar horas a fio deitado num espaço exíguo, debaixo de uma cadeira... O relaxe é tão grande que até começa a ressonar alto, parece um combóio.

 

Será que pensa que está dentro de uma casota? Ou pensará que estando debaixo de mim se a cadeira não se partir está protegido? Julgará que está à sombra? Ou sentirá que ali está mais fresco? Pois não sei...

 

Chegou a hora do almoço dele e a minha mãe veio chamá-lo: "bóbi, bóbi". E o gajo comilão à colher como é, nem pestanejou. Veio o meu pai meter-se com ele, a fingir que ia comer a comida dele (só cá entre nós, como o bóbi sabe que o meu pai não pode comer certas coisas por causa dos diabetes, o cão nem o deixa aproximar-se dessas coisas pois desata logo a ladrar para ele) e ele nem mexeu o rabo. O preguiçoso só se mexeu quando eu me mexi na cadeira.

 

Tenho estado todo o dia refém da cadeira, presa a ela por causa do sr. Bóbi. E se eu tento sair à socapa, muito devagarinho da cadeira, o bicho sente e dá cá um salto que vai a cadeira pelos ares. Pudera! O gajo em pé é mais alto que o tampo da cadeira...!

 

Esta imagem foi retirada da net mas o Bóbi gosta de se deitar assim. A diferença? É que o Bóbi é muito maior do que este!

 

Eu é que sou o Bóbi!!!

 

Gostava Mesmo.

 

 

Gostava mesmo de ser daquelas pessoas que quando assenta a cabeça na almofada, faz uma ligação directa a Hipnos e adeusinho, até amanhã.

 

Eu tinha de ser diferente. Claro. Primeiro, já não me consigo deitar com as galinhas. Os afazeres são mais que muitos. Depois quando entro no vale dos lençóis, tenho de dar 500 voltas à cama (parece quase a corrida de S. Silvestre) e pensar em mil coisas:

 

- pensar nos acontecimentos do dia;

- rever o que tenho para fazer no dia seguinte;

- reagendar as coisas pendentes;

- planear aulas e fichas;

- zangar-me com a vizinha do lado por causa do ar condicionado;

- concluir que as calças que queria vestir amanhã estão para lavar;

- mudar a disposição dos móveis no quarto;

- inventar uma nova decoração para o quarto;

- pensar numa maneira de aconchegar os pés gelados no “vizinho do lado” sem levar um raspanete;

- pensar no frio que o Óscar deve estar a passar;

- mentalizar-me que me vou levantar cedo, no dia seguinte – se o frio deixar :P – para me agarrar ao computas;

- concluir que tou farta dos dois cursos online;

- escrever um post mentalmente aqui para o blog mas que de manhã já nem me lembro dele (Grrr);

- se calhar… ZZZZZZ… é melhor mudar de posição… ZZZZZZZ

- irra… que… ZZZZZ… o… ZZZZZ… sono… ZZZZZ… nunca mais… vemzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

 

E pronto. Depois disto tudo lá entro em estado de reflexão comigo própria até à próxima apitadela do despertador. Agora há uma coisa que me intriga… como é que acordo de manhã com a sensação de que não dormi de noite?!

 

 

Alvorada!!!!

 

 

São 6.50 da manhã de sábado. Subitamente sou interrompida noutro dos meus sonhos estranhos, em que me encontro à espera do bus para ir para a escola, com um casaco comprido preto que tenho e umas havaianas nos pés. Pormenor interessante: estava tudo enlameado e eu toda incomodada de ter os dedos os pés a ficar salpicados com a lama. I wonder why…

 

“Trim…! Trim…! Trim…!” Ouvi qualquer coisa lá ao fundo mas pensei que até fosse no meu sonho. Ignorei e mantive-me no quentinho dos lençóis, onde o meu love me envolvia no calor dos seus braços e o meu fiel escudeiro, Pimentinha, me guardava os pés.

 

Novamente o “Trim…! Trim…! Trim…!”. Caraças – digo eu para os meus botões – publicidade a esta hora?!? Ou será a minha mãe?!Não, se fosse ela, telefonava primeiro. Digo eu.

Mas com tanta insistência, deve ser alguém aflito…

Sacrifício número 1: arranjar coragem para abrir os olhos; sacrifício número 2: mexer uma perna e depois a outra para zarpar da cama; sacrifício número 3: colocar os neurónios a funcionar a um ritmo decente.

 

Chego à porta, pego no auscultador do telefone da porta e pergunto: “quem é?” Alguém da rua pergunta: “ Marreco?!” (nome inventado para não dizer o verdadeiro. Mas era parecidooo…).

“Aqui não há nenhum Marreco!” E pluf! Desligo o interfone e pisgo-me de novo para a cama, zombie de sono.

 

Oiço tocar para a minha vizinha do lado, que não atendeu a porta e, por fim, descubro quem é o Marreco. São os meus vizinhos de baixo e a tocadora-de-campainhas-madrugadora era a irmã!

E mais… a dita cuja é que é a proprietária da casa!!!! Será possível alguém esquecer-se qual é a sua casa, o andar onde se localiza?!? E não falemos em amnésia.

 

Como se não bastasse o “despertar suave” da tal senhora, ainda continuou a falar como se fossem 5 da tarde, em tom bem alto, e a subir e descer escadas para ir buscar sacos!!! Que mal fiz eu?!?! Eu só queria ficar na cama mais um cadinho…

 

Alguém me passa uma almofadinha que eu quero dormir?

 

 

Sonho ou Pesadelo?

 

 

 

 

 

Já vos contei que o meu irmão é um rapaz que fala muito enquanto está a dormir. É gajo para contar anedotas, dizer adivinhas, andar aos beijos com as suas “paixões” e até proferir alguns palavrões que ferem os ouvidos. Ah, e fora as discussões com interlocutores incógnitos!

 

Esta noite passou-se uma situação caricata. Adivinhem lá quem foram as personagens famosas da história?! Pois…

 

***

 

O meu irmão chegou tardíssimo a casa e, depois de levar o pobre Bóbi aflitinho para verter águas à rua, entrou em casa e refugiou-se na cozinha ao telefone. Eu perdi a conta ao tempo de conversa. É sempre a mesma coisa!

 

Estava eu num sono de beleza, repousante e regenerador, quando a minha mãe vai “espreitar” o meu irmão à cama. No momento em que espreita no quarto ele deve ter murmurado alguma coisa pois eu só oiço:

 

- S. desliga imediatamente essa porcaria porque já não são horas de estar ao telefone! São 4 da manhã!

 

Estranhei esta conversa, até porque tinha visto o meu irmão colocar o telefone a carregar. E mais… eu nem sequer o tinha ouvido falar!

 

A minha mãe deitou-se e vociferou do meio dos lençóis:

 

- Não te aviso mais vez nenhuma. Vou aí, arranco-te o telefone e mando-to para o lixo!

 

Eh lá, que ela está brava, pensei eu. Se calhar quando devia actuar, não actua. Mas também reconheço que é mais fácil fazer cumprir as nossas “ordens” quando o “ordenado” está a dormir.

 

Só a oiço levantar-se furibunda. Foi directa ao meu irmão verificar se ele tinha largado o telemóvel. Vasculhou a cama dele à procura do dito cujo e depois chegou à brilhante constatação de que o S. estava a dormir profundamente.

 

Opa, que ela ande a cascar merecidamente na cabeça do meu irmão, tudo bem mas que não me deixe dormir a mim é que está muito mal!!!

 

 

Até Parecia Mentira


 

 

Finalmente passei um fim-de-semana bem calmo, ao contrário do anterior. Já há muito tempo que não sentia esta tranquilidade.

 

E esta tranquilidade deveu-se nada mais, nada menos, à ausência do meu vizinho do lado. Do lado dele vinha apenas… o silêncio! E de vez em quando um miado de solidão.

 

O fulano anda cada vez mais destrambelhado. Acho que lhe está a fazer falta a presença feminina. A grande questão é: onde está a mulher dele? Desapareceu sem deixar rasto. Será que foi abduzida? Será que o abandonou? Está de férias (muuuito prolongadas) com amigas? Está a trabalhar fora do país? E porque não vai ele ter com ela aos fins-de-semana? E porque não vem ela a casa no fim-de-semana? Muuuito esquisito!

 

Mas como eu disse acima, a falta da presença feminina está a fazer tilt no único neurónio que o fulano tem. Diria mesmo que tem o system down!

A solidão fá-lo meter-se nos copos ou fumar umas ganzas (ou os dois) e depois perde a noção da realidade. O fim-de-semana passado tinha música em altos berros até às 3 da manhã.

 

Agora perguntam vocês: e não lhe foram lá bater à porta? E eu respondo: Não!!!

Esperem, não tirem já conclusões precipitadas…

Que fariam vocês se o meu vizinho fosse vosso, se já lhe tivessem pedido de joelhos para não pôr a música tão alta (ainda por cima o subwoofer está todo roufenho), se lhe tivessem mostrado a vossa própria casa quando ele tem a música em altos berros, tendo ele reconhecido, sempre, que nós tínhamos razão?

 

Fariam o mesmo que eu fiz: chamei a polícia!!! E aproveitei a onda e mandei uma sms ao administrador a avisar que se isto continuasse, iria solicitar uma reunião extraordinária.

Mas parece que está tudo mancomunado com o zombie! O zombie não liga pevas ao que lhe dizemos e quanto à polícia… lol!... nem se dignaram a aparecer apesar das suas palavras a tentar convencer-nos que iam acabar com aquilo para o resto da vida.

O administrador, esse então, nem se deu ao trabalho de responder à minha sms. E eu até sei porquê… é que são muito “amiguinhos”…!

 

 

Só vos digo que este silêncio nos soube que nem ginjas! Aquele som do silêncio… a calmaria da porta do vizinho… a solidão do último andar… Que maravilha!